quarta-feira, 20 de junho de 2012

Encaixar-se em si mesmo



Eloquente coração maquinado
Busca em meios supérfluos e fúteis uma forma de esquecer
Indigente coração alienado
Que finge estar em um universo paralelo para sobreviver
Mas pra que coração?
Porque não lembra-se do que es?
Lembre-se que seus abraços não serão trocados por um carro
Seus olhares não voltarão com seu status
Nada, absolutamente nada, irá completar o vazio do amor
Viver fingindo e mostrando o que não pode ser
viver em busca de algo que não irá mais ter
Isso não lhe trará a pessoa amada
O Mundo não irá sentir pena pelo seu sofrimento
E as pessoas não irã lhe amar mais pelo que você tem
Elas simplesmente irão aproveitar de seus bens
Os laços afetivos sobressaem sobre o supérfluo
O amor prevalece sobre os que se julgam certos
O que floresce no peito dos amantes são os ramos da paixão
Límpido e sobressaliente, a verdadeira paixão se esvaíra
Por entre as fétidas impurezas de um mundo palpável
Sua vida se vislumbra com as tragáveis delicias mundanas
Mas nada disso irá lhe trazer de volta os brilhos daquele olhar
Nenhuma dessas tentações irá curar sua dor
E cada dia que passar, e em cada festa que você vai estar
Irá se lembrar, e perceber que sua vida não tem mais amor

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